terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Análise do filme Control Room – Sala de Controle

Layane Martins Rocha

A mídia não só diz o que existe e, consequentemente, o que não existe, por não ser veiculado, mas dá uma conotação valorativa, de que algo é bom e verdadeiro, à realidade existente. É nessa instancia que são criados e legitimados determinados valores. E são eles que nos impulsionam a agir”.
Pedrinho A. Guareschi e Osvaldo Biz

            Control Room é um filme que retrata a cobertura jornalística feira pela Al Jazeera durante a guerra entre o Iraque e os Estados Unidos. Segundo o produtor executivo da rede de TV Al Jazeera “Não se pode fazer guerra sem rumores. Sem comunicação, sem propaganda”.
            A mídia como sendo o quarto poder tem uma influência muito grande na vida de milhares de espectadores que são manipulados a acreditar naquilo que ouvi e vê acreditando ser verdadeiro. A mídia não abre espaço para que o telespectador possa sozinho tirar suas próprias conclusões e chegar a uma verdade que lhe conveem, ele é “forçado” de certa forma a acreditar daquilo por falta de opção.
             Durante a guerra no Iraque a rede Al Jazeera mostrou aos seus consumidores de informações os horrores da guerra e a verdadeira situação que os Iraquianos passavam diante do que estava acontecendo, dando voz a eles para que pudessem manifestar suas opiniões, do outro lado os Estados Unidos manipulavam o mundo tentando convencer a todos que o governo Bush estava fazendo algo de bom para aquele país.
            Em nenhum momento do filme a rede Al Jazeera se mostra, muito pelo contrario, os jornalistas arriscam suas próprias vidas em busca de noticias. A ousadia dos jornalistas lhes custou a vida de um deles que morre quando o governo americano ataca a redação. Mesmo com a morte de um colega eles não desistem e continuam o trabalho como uma forma de homenagem ao jornalista morto. O ataque dos americanos foi visto pelos iraquianos como uma atitude covarde.
            O filme também mostra claramente que não apenas os telespectadores são manipulados pelo governo americano como também os próprios soldados americanos. Alguns deles chegaram a questionar com repórteres que o único objetivo deles estarem ali era para levar a paz aos iraquianos. Os soldados eram incapazes de enxergam a maldade que estavam fazendo naquele país, pois aquela era a verdade correta.
            Uma das cenas mais chocantes é quando é dada oportunidade a uma criança para que ela fale tudo que pensa a respeito da guerra. Revoltado o menino iraquiano chega a chamar os americanos de animais e pede para Saddam fazer alguma coisa por aquele país. Mesmo tão jovem o menino conhece a dor que a guerra traz para as famílias iraquianas, o quanto é doloroso para uma mãe ver ser filhos passarem fome e para todos verem seu país sendo destruído e comandado por americanos.
            Um exemplo do que foi escrito no primeiro parágrafo deste texto é quando a estatua de Saddam Hussein é derrubada e a mídia americana cria uma imagem totalmente distorcida do acontecimento. A noticia dada ao mundo foi que os iraquianos estivessem derrubado a estatua de Saddam como uma forma de manifestação contra Saddam e a favor de Bush, decretando assim um acordo de paz entre os dois países. Em um discurso, Bush afirma diante das câmeras que venceu a guerra e que os iraquianos estão livres. No Iraque não era exatamente assim que eles viam a situação, para eles os americanos teriam tirado deles muitas vidas de amigos e familiares e ate mesmo sua nação.
Uma jornalista da Al Jazeera compara a guerra com um filme americano onde todos sabem quem são os bons e quem são os maus e que mesmo sabendo qual será o final todos assistem para ver quais serão as armas usadas. O mundo todo assistia a guerra e sabia que Bush iria sair vencedor e todos sempre se lembraram da sua vitória, enquanto o “grande vilão” e as conseqüências deixadas pela guerra serão apagados da memória de todos.
A mídia americana conseguiu manipular todo o mundo fazendo acreditar naquilo que era conveniente para os Estados Unidos, como sendo um país poderoso e de muita influência no mundo as pessoas acabam por acreditar em tudo que é dito por eles sem duvidar ou mesmo questionar. Se a mídia americana estava dizendo ao mundo que Bush era o verdadeiro herói, ninguém discordou e sim adquiriu aquela noticia como uma verdade absoluta.

Semana de Comunicação do Unicesp



Durante os dias 17, 18 e 19 de novembro estudantes de comunicação social da faculdade Unicesp organizaram a SECOM (Semana de Comunicação), o objetivo era promover a integração dos cursos de jornalismo, publicidade e audiovisual e aprofundar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com oficinas, palestras e exposições.

            Na quarta-feira a transamérica divulgou o evento em frente à faculdade minutos antes da abertura com o professor e coordenador do curso produção publicitária, Picarelli que fez uma breve apresentação. Às 20 horas no auditório da faculdade houve uma palestra com a Empresa Funyl, havia aproximadamente 30 pessoas no auditório. Os palestrantes deram dicas e exemplos de como montar um bom portifolio e de como se ingressar no mercado de trabalho.

            Havia exposições de graffiti com o grupo Picasso não pichava; produção de caricaturas com o estudante de jornalismo Flavio Siqueira e exposição de antigos aparelhos eletrônicos de comunicação.

            As três oficinas começaram às 21h30min em salas de aula e laboratórios de informática, as oficinas promovidas foram: aprenda a falar em público com rapidez e sabedoria com o professor Jorge David Tellesem do Instituto Oratória Emocional (IOE), A arte de se expressar com o pessoal da Nova Acrópole e Relações Públicas e Comerciais nas Redes Sociais com o estudante de jornalismo do IESB Pedro Henrique Sousa. Em cada oficina havia cerca de 15 estudantes e cada um ganhou um kite contendo um bloco de notas, uma caneta e uma balinha. Ao final de cada oficina foi sorteado um brinde para um participante.

            Na quinta-feira aconteceu no auditório da faculdade uma mesa redonda que tinha como tema: Eleições 2010 – Uma visão jornalística. Jornalistas da rede Globo, rede Record e da CBN debateram o tema junto com estudantes e professores da instituição.

            Também aconteceu na quinta-feira das 21h30min até às 22h30min quatro oficinas: Técnicas de TV com Maranhão Viegas; Perdendo a timidez com o Espaço Mosaico; Blog e Redes sócias, namoro ou amizade? Com Filipe Fernandes e Web Designer com a Microlins.
  
No ultimo dia os estudantes de audiovisual mostraram no auditório vários curta metragens feitos pelos próprios estudantes, logo após houve uma palestra sobre o mercado de computação gráfica com os palestrantes Rodrigo e Wadson Farias que responderam várias perguntas feitas pelos estudantes e também mostraram seus portiforios e deram algumas dicas para quem gosta da área. Após a palestra houve uma apresentação com a banda Jardim Zen formada por dois estudantes da faculdade e também com a banda Los Hermanos Cover, que tem como baixista o professor Fabio Lucas. Durante a festa de encerramento da SECOM os estudantes, professores e palestrantes foram servidos com refrigerante e crepe a vontade.
            Os organizadores da SECOM, Elton e Luciana estavam bastante satisfeitos com o resultado do evento. Apesar dos imprevistos e a falta de apoio de muitos estudantes eles batalharam e mostraram que são capazes de sim de promover um evento tão importante como este. “Espero que tenha conseguido contribuir de alguma forma, para os que participaram, assim como também espero que novos alunos encarem o desafio e façam a próxima SECOM com todo carinho e afinco que nos propusemos com essa.” Afirma Luciana, estudante de jornalismo.